Minha primeira experiência naturista : Dado - Natal/RN
Eu sempre achei diferente e interessante o modo de viver naturista.
Quando via pela TV reportagens sobre a Colina do Sol, por exemplo, achava legal o que via, mas não me imaginava lá. Era como se aquilo fosse noutro planeta, muito distante da minha realidade.
Até que…
Bom, até quando conheci os franceses Shakir e Garret, e a brasileira Rosângela, esposa de Shakir. Eles eram amigos de um amigo meu e estavam “turistando” aqui em Natal. Ficamos muito amigos, a ponto de convidá-los para se hospedarem no meu apartamento no verão seguinte. Nos fins-de-semana, eu, eles e minha namorada, Bine, pegávamos a estrada para praias distantes, muitas das quais nem eu conhecia, como a Praia de Sagi.
De buggy, pela beira-mar, descobrimos quilômetros de praia virgem perto de Sagi, do jeitinho que Deus criou, ali estava, tudo intocado. Depois de muita emoção pelas dunas com o buggy, paramos ao depararmos com uma tartaruga gigante morta na praia. Todos ficaram maravilhados
com o tamanho do animal, mesmo com pena de estar morta, e então decidimos curtir a praia ali mesmo perto daquela tartaruga, sem vestígios de civilização por quilômetros.
O inusitado foi quando Rosângela tirou a parte de cima do biquíni. Olhei para Shakir com ar de exclamação, mas ele não estava nem aí. Tinha me esquecido que eram europeus! Mas ele percebeu como eu e Bine ficamos meio desconfortáveis com a situação. Então, começaram a
explicar como isso era normal na Europa, e que eles até freqüentavam praias de naturismo, como em Cape D’Adge.
Depois de um tempo, eu e Bine já estávamos mais acostumados com o topless de Rosângela quando eles nos propuseram entrar no mar todos nus. Eu e Bine descartamos qualquer possibilidade de ficarmos nus ali, mas para que eles não insistissem mais, disse-lhes para ficar a vontade, mesmo me contorcendo de ciúmes por Bine ficar perto de homens nus.
Os três no mar, nus, tão a vontade, sem malícia alguma, isso me fez achar que os estranhos éramos nós.
Começamos a ficar desconfortáveis e distante dos amigos pelo fato de não nos sentirmos a vontade de tirar a roupa também.
Então perguntei a minha namorada: “-Tem coragem?-".
Ela pensou que eu estava brincando e quando comecei a tirar a roupa, lembro bem dela ter dito: “- Seja o que Deus quiser.-".
Nos juntamos aos outros, e percebemos que tudo era tão natural. Logo nos acostumamos com a idéia. Foi uma tarde bem agradável.
Bom, essa foi minha primeira experiência naturista. Não posso falar da sensação que senti, pois é indescritível. Acho que naquele dia estive bem mais perto de Deus, da natureza… e isso me fez ver como perdemos tempo com tantas coisas insignificantes e superficiais.
Um abraço a todos!
Dado. 25 anos. Natal/RN
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